Uma homenagem a dois mestres


A literatura de folhetos de feira costuma homenagear os seus mitos, criar ciclos temáticos em torno de alguns personagens: foi assim com Antônio Silvino, Padre Cícero, Conselheiro e Lampião. Depois com Getúlio Vargas, Juscelino e atualmente com o presidente Lula, outro nordestino da gota serena! Na área da música, o poeta popular também é antenado com aqueles artistas que tocam diretamente a sua alma de versejador. São muitos os folhetos sobre Luiz Gonzaga, Roberto Carlos, Raul Seixas e outros ícones da chamada MPB. Com Zé Ramalho não poderia ser diferente. Ele é o artista que mais se aproxima desse universo e um dos mais habilidosos na recriação desses motes e melodias. Não foi por acaso que se tornou parceiro de Otacílio Batista e Oliveira de Panelas. Sua identificação com Zé Limeira, o Poeta do Absurdo os torna irmãos de criação em alguns momentos. E foi justamente numa peleja imaginária entre ambos que achei meios para homenageá-los e expressar a minha admiração pelo seu talento inconteste.
Eis que agora, o inspiradíssimo poeta Manoel Monteiro traz à lume mais um folheto magrelo homenageando o visionário bardo paraibano. O poema faz parte de uma coleção de textos que o fotógrafo/agitador cultural Aurílio Santos vem idealizando há tempos para homenagear o seu conterrâneo de Brejo do Cruz. Em duas estrofes, Manoel Monteiro chega a ser brilhante, pois consegue descrever o homem e a obra com indiscutível precisão.

Arievaldo Viana, poeta.

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