CONHEÇA “SINAIS DOS TEMPOS”; O NOVO ÁLBUM DE ZÉ RAMALHO!

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Capa de “Sinais dos Tempos”, novo álbum de Zé Ramalho

Ele está de volta. E com novas mensagens do além. Criador de sucessos como “Avôhai”, de 1977, e “Admirável Gado Novo”, de 1980, sucesso na trilha de “O Rei do Gado” (1997), Zé Ramalho lança “Sinais dos Tempos”. O álbum contém 12faixas:

01. Indo Com O Tempo
02. Sinais

03. Lembranças Do Primeiro

04. Olhar Alquimista

05. O Que Ainda Vai Nascer

06. Justiça Cega

07. Um Pouco Do Que Queira

08. O Começo Da Visão

09. A Noite Branca

10. Portal Dos Destinos

11. Rio Paraíba

12. Anúncio Final

Desde 2008, o cantor se dedicava a discos-homenagens a ídolos como Bob Dylan, em 2008, Luiz Gonzaga, em 2009, Jackson do Pandeiro, em 2010, e Beatles, em 2011.
Agora, um dos principais representantes da geração nordestina setentista, Zé retoma a linha temática que o tornou famoso, com uma mistura de baião, folk, blues e rock. E ainda letras sobre as fragilidades do homem e o sobrenatural. Dia 17/8, ele faz show de lançamento do álbum, no Tom Jazz.
Abaixo vocês podem acompanhar a entrevista que Zé Ramalho cedeu ao Diário de São Paulo:

DIÁRIO_ Como você vê o legado da música nordestina na cena pop?
ZÉ RAMALHO_ Me dá impressão que parou na minha geração, que veio logo após Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Domiguinhos. Eu, Fagner, Alceu Valença, Elba Ramalho e outros fizemos dessas fontes o nosso aprendizado, mas adicionamos a modernidade e a transformação do nordeste contemporâneo. A música nordestina atual descamba para uma música cada vez mais distante dessas raízes e fontes.
A canção “Um Pouco do que Queira” fala das  festas de São João…
Bem, a Festa de São João é a redenção máxima da popularidade nordestina, em termos de festejos e folguedos de grande extensão popular. O São João nordestino hoje é feito de festas superproduzidas.
Você precisou passar por um novo trabalho de canto para incorporar as novas canções?
Não exatamente. Meu método e minha visão de fazer música não seguem uma regra óbvia. Quando passei três anos lançando o projeto “Zé Ramalho Canta”, foi o enriquecimento da minha obra através do meu lado intérprete. Lançar disco de músicas inéditas é cada vez mais raro e difícil de colocar no mercado.
Houve composições de outros autores que chegaram a fazer parte do projeto?
Não. A minha ideia, depois de cantar Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Beatles, Bob Dylan e Raul Seixas,  foi exatamente retomar meu lado autoral radicalmente, calando a boca daqueles fãs desconfiados que me insultavam, através do meu site, insinuando que a minha fonte de compor havia secado. Aí está a resposta!
Você é pai de seis filhos e avô de cinco netos.  Algum de seus filhos é músico?
A maioria dos filhos é envolvido com música. Mas apenas um segue a carreira ideológica e romântica de ser artista. É o meu terceiro filho, o João Ramalho, que tem a banda JPG.


Agora, vocês podem conferir a matéria que está no site da REVISTA ROLLING STONE BRASIL em que Zé Ramalho também fala sobre seu novo álbum “Sinais dos Tempos”:
Nesta entrevista, Ramalho, tal qual em sua trajetória de mais de 40 anos, mostrou-se igualmente diverso. Falou sobre temas polêmicos e que ainda lhe são caros, a exemplo da pirataria – para a qual “perdeu a paciência”, embora diga “tê-la entendido”. E aproveitou para criticar veementemente a indústria fonográfica da qual fez parte até pouco tempo: “Tudo está mal no comércio da fonografia. Em relação aos piratas, atualizo meu pensamento sobre eles, dizendo o seguinte: perdi a paciência, mas achei a compreensão”.

O cantor retoma à temática mítica que marcou seus maiores sucessos
O trovador, que lançou Sinais dos Tempos pelo seu recém-inaugurado selo Avôhai Music, ainda adiantou o que os fãs podem aguardar do álbum que vem preparando em parceria com o compositor cearense Raimundo Fagner. “Poderá acontecer em breve”, adianta. Mas, afinal, quais seriam, para ele, os apocalípticos “sinais dos tempos” decantados ao longo das 12 faixas do novo disco? “O total descontrole social da humanidade.”
Quão próximos estamos do anúncio final?
Este anúncio final é a proximidade com a passagem do que se chama de morte. Usei essa expressão também para encerrar essa minha pregação musical de Sinais dos Tempos. Não é nada fatalista, nem tampouco religioso. É uma questão filosófica do nosso lifetime e o ponto final, como eu disse, dessa oratória em forma de melodia, dos pensamentos que eu estou eternizando em música.
Quais, você diria, são os mais aparentes sinais dos tempos? O total descontrole social da humanidade. Pais que matam filhos, filhos que matam pais, países ricos que vendem armas para o mundo árabe e depois vão lá, caçá-los como animais, voltando como heróis para suas pátrias respectivas. A dissolução do respeito à natureza e as fatais consequências que isso impõe. A decadência da Europa, diante dos modelos econômicos atuais, que afogam e humilham países-sede da cultura ocidental, como a Grécia. Tudo da cultura ocidental vem da Grécia e de Roma, e são lugares que foram explorados, sugados e que estão sendo rejeitados como dejetos da cultura europeia mundial. Esses e outros sinais assombram a mim e aos mais atentos. Discos voadores, seres espaciais, que, não sabendo lidar com isso, apenas achamos graça e catalogamos como invenção ou motivo de chacota. Avançamos em direção a que? Para onde estamos indo? Nosso país tão imenso, que só pensa em Bolsa Família, enquanto a miséria e a pobreza morrem nas filas dos hospitais públicos do Brasil. País sem pobreza, como diz o governo, é que é país rico! E essa pobreza está claramente sucumbindo na triste imagem dos que morrem sem atendimento médico. Isso e outros pontos político-sociais seriam motivo para encher a Rolling Stone de razões do que eu acho sinais dos tempos.

Livre e Longe do Fim

Zé Ramalho muda de ideia e volta a gravar músicas inéditas, agora sendo o próprio chefe 


 Edição 70 - julho de 2012

Livre e Longe do Fim
divulgação 
por Cristiano Bastos

Tempos atrás, Zé Ramalho declarou que, embora continuasse compondo, não pensava mais em gravar discos. O último havia sido Parceria dos Viajantes (2007). Sinais dos Tempos, o primeiro de inéditas em cinco anos – tempo suprido com a série Canta (com versões de faixas de Bob Dylan, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Beatles) –, obedeceu a um “chamamento irresistível”, segundo ele mesmo. “Minha missão é continuar servindo aos ouvidos que me dão atenção com minhas ideias e filosofias”, diz.

A produção é dividida com Robertinho de Recife, e o disco tem a participação do guitarrista norte-americano Jesse Robinson, que toca na canção de abertura, “Indo com o Tempo”. Sinais dos Tempos inaugura o recém-criado selo Avohai Music, que marca uma nova fase na carreira do paraibano, após tumultuadas batalhas judiciais envolvendo a antiga gravadora dele, a Sony, e a editora detentora dos direitos autorais de suas músicas, a EMI. Outro plano de Ramalho é realizar um álbum em parceria com Raimundo Fagner. “É um projeto ainda em andamento”, ele explica. “Fizemos algumas gravações juntos, mas não está concluído.” Mesmo com quase 40 anos de estrada, Zé Ramalho manda avisar que, ao contrário do sertão, tem manancial criativo que está longe de secar. “Sempre terei cartas na manga. Sou um cultor e curador do meu próprio arquivo.”

Roupa Nova e Zé Ramalho se apresentam em Sumaré

Shows ocorrem no Parque Paraíso das Águas na sexta (31) e no sábado (1º), respectivamento
A banda Roupa Nova e o cantor e compositor Zé Ramalho, dois grandes nomes da música brasileira, fazem shows no fim de semana, dias 31 de agosto e 1º de setembro, respectivamente, no Parque Paraíso das Águas, em Sumaré.

O Roupa Nova, tradicional banda brasileira, apresenta a turnê Roupa Nova 30 anos na sexta (31). Músicas como “Dona”, “Coração Pirata”, “Chuva de Prata”, “A Viagem”, “Sapato Velho” e “Volta Pra Mim” estarão no repertório recheado de histórias e muita emoção. Um dos momentos mais aguardados do show é um medley de vinhetas especialmente montado para a turnê, com “Rock in Rio”, “Video Show”, “Ilariê”, “Tema da Vitória” e “Aguenta Coração”.

Formado por Ricardo Feghali (teclados, violão e vocais), Nando (baixo e vocais), Paulinho (percussão e vocais), Cleberson Horst (teclados e vocais), Kiko (guitarra, violão e vocais) e Serginho Herval (bateria e vocais), o grupo é um dos poucos que conquistou uma carreira sólida com a mesma formação.
Zé Ramalho

Já o cantor e compositor Zé Ramalho, ícone da música popular brasileira, ocorre no sábado (1º), a partir das 22 horas.

O show terá uma mega estrutura construída pela organização do parque, que tem expectativa de receber seis mil pessoas, que serão embaladas com sucessos como “Chão de Giz”, “Admirável Gado Novo”, “Mistérios da Meia noite” e “Entre a Serpente e a Estrela”.

Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Parque ou em um dos pontos de venda relacionados no site www.parqueaquaticoparaiso.com.br.

Serviço:

Shows: Roupa Nova e Zé Ramalho
Local: Parque Paraíso das Águas Parque Aquático. Rua Angelo Ongaro, 1700, Casarão – Sumaré. (19) 3873-2361
Data: 31 de agosto e 1º de setembro, respectivamente
Horário: sexta, às 21 horas; sábado, às 22 horas
Entrada: a partir de R$ 40

Zé Ramalho faz show na inauguração da primeira etapa do Centro de Convenções

Foto: Francisco França/Secom-PB

Zé Ramalho faz show na inauguração da primeira etapa do Centro de Convenções

Domingo, 26 de agosto de 2012
 
Por cerca de duas horas o cantor e compositor paraibano Zé Ramalho encantou milhares pessoas no Salão de Feira e Exposição do Centro de Convenções Poeta Ronaldo Cunha Lima. O artista, natural de Brejo do Cruz, Sertão paraibano, cantou músicas novas e antigos sucessos e foi aplaudido pelos fãs em vários momentos do show com a Banda Z.

Zé Ramalho agradeceu o carinho do público. Antes de subir ao palco, teve encontro no camarim com Ricardo Coutinho, a primeira dama Pâmela Bório, o filho Henri e o secretário de Cultura do Estado, Chico César. O autor de Avohai, Admirável Gado Novo, Chão de Giz, Frevo Mulher e tantos outros sucessos, presenteou o governador e Chico César com seu mais novo CD “Sinais dos Tempos”, com todas músicas inéditas e de sua autoria.

 A Polícia Militar calculou que 5 mil pessoas compareceram à inauguração do Salão de Feiras, Exposições e Eventos do Centro de Convenções e ao show de Zé Ramalho.

 

Zé Ramalho fala sobre seu novo disco




09 de Julho de 2012  

Humberto Vital

Mais de 30 anos de carreira, 25 discos solo, shows o ano inteiro e um lugar de destaque na Música Popular Brasileira acabam por desaguar no novo CD de Zé Ramalho, Sinais dos Tempos (Avôhai Music, R$ 27,00, em média), um álbum de 12 canções, todas compostas por Zé, que ele define como o disco da sua maturidade.

Primeiro álbum de inéditas de Zé Ramalho em sete anos, Sinais dos Tempos sucede a série de tributos que o músico fez para Bob Dylan, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e os Beatles entre 2008 e 2011 e é um reencontro do paraibano com seu rock psicodélico, sua temática mística e suas raízes nordestinas, embora o artista não goste de chamar de reencontro.

“Não é um reencontro”, rebate Zé Ramalho, em entrevista ao JORNAL DA PARAÍBA, por e-mail. “É uma continuidade das minhas lembranças e memórias, que estão sempre comigo. Não esqueci de nada, como diz na música (‘Indo com o tempo’, que abre o CD): ‘Me lembro claramente / De tudo que eu vivi”.

Esse tom autobiográfico resvala, sobretudo, nos últimos cinco anos da vida do cantor, entre a carreira consolidada, os netos e até uma disputa judicial com sua antiga gravadora e a editora de suas músicas sobre sua própria obra. A citada ‘Indo com o tempo’ – com versos como “E não perdoarei / A quem me trouxe dor” – e ‘Justiça Cega’ são temas que versam sobre essa disputa.

“É um dos motivos”, confirma Zé. “Além de outras injustiças que aconteceram na minha vida e que fornecem motivos suficientes para descarregar todo sentimento de revolta e indignação, através de uma canção. O disco inteiro é um retrato da minha fase que estou vivendo”.

Além do desabafo, os temas de Sinais dos Tempos são pontuados por alienígenas, misticismo e divagações acerca do tempo, tema trabalhado na arte da capa, no encarte e no material promocional do disco. Abordagens mais próximas do autor de Opus Visionário e A Terceira Lâmina, do que de Parceiros Viajantes.

Os temas, confidencia o músico paraibano, são inerentes a ele. “A configuração das ideias inspiradoras desse trabalho surgiu naturalmente. Não houve uma intenção específica de misticismo ou psicodelismo, porque eles surgiram naturalmente, como tudo que aconteceu na minha discografia”, comenta Zé Ramalho.

Em quase todas as músicas, diz ele, é possível encontrar as lições que o tempo trouxe para sua vida. “Ele (o disco) confere maturidade, experiência, segurança e autoridade para falar de tantos acontecimentos em 35 anos de carreira. São 25 discos lançados, cinco DVDs gravados e centenas de participações em discos de outros artistas e eventos. Essas experiências me dão autoridade conferida pelo velho e bom tempo”.

Apesar das divagações sobre o passar do tempo (“Sinais de que os tempos passaram / Passaram e mudaram demais”, diz a letra de ‘Sinais’), Zé diz que não é um sujeito nostálgico, ou que vive do passado. “Apenas a mídia e as pessoas da minha época se prenderam aos meus primeiros discos e não os tiraram mais da cabeça”, responde. “O que está exposto é a maturidade de um compositor que lida com temas que nenhum outro ousou mexer.

Letras excêntricas, ideias viajantes e a nostalgia são apenas um sentimento particular meu, não estão expostas no disco”.
Matéria do Jornal da Paraíba